
Aquele dia, me sentia igual, na mesma rotina, sempre chegava ao colégio e ia para a primeira classe, sempre passando por um ou outro que me deixava meu dia pior. Nunca deixei de ter amigos, sempre me enturmei com uma parte, com a outra, era xingado, humilhado com coisas de que mesmo sabendo que tudo era mentira, que era só da cabeça das pessoas, mas que sempre me deixavam para baixo. Palavras como "gay" "mulherzinha" "viado" eram pedras que atingiam me coração. Ás vezes até apanhava. Sempre gostei de cantar, cantoras com Adele e Beyoncè nunca faltavam em minha playlist. Admiro-as como nenhum outro fã. Mas sou xingado de coisas que só era mentiras...
A parte de que era excluído, nunca gostei desse meu lado e com essas palavras conseguiam me afastar de qualquer garota que me interessava. Simplesmente por que não sou jogador de futebol ou não uso chuteiras, não dizem o que que sou. Mas a minha gota d'agua foi quando escreveram de caneta permanente em minha carteira de sala: "Viadinho de plantão". Minha única escolha era correr, mas não, eu fiquei, olhei para a pessoa que estava mais rindo, a que mais fazia bullying comigo. Cheguei perto dele, e dei-lhe um tapa dado. Até agora sinto minha mão arder.
Não queria que o Bullying parasse por conta que eu usei agressão, mas sim por que quero ser respeitado pelo o que eu sou. Tantas vezes que me deu vontade de desistir, ou de até mesmo me tirar a vida, mas não suportaria ver meus pais sofrer.
Logo depois disso ocorrer, criei meu clube Anti-Bullying, e agora, eu sou um grande cantor e ator da Broadway, sabe meu segredo? Nunca deixe ninguém te derrubar. Pois aqueles que te derrubam, são os mais derrubados. O menino que me agredia? Ahhh ele agora é casado, com um filho, e trabalha na faxina do colégio. Mas como disse o líder: "O que me assusta não é a violência de poucos, mas a omissão de muitos.
Temos aprendido a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas não aprendemos a sensível arte de viver como irmãos."
Martin Luther King
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